Em unidade lutar pela defesa dos acordos
As administrações da CP e da CP-Carga, numa iniciativa sem precedentes, decidiram rasgar os acordos assinados o ano passado e suspenderem o AE, para reduzir o pagamento do trabalho extraordinário, para os seguintes valores:
Para reduzir salários, administração da CP rompe acordo de 2011
A Administração da CP acaba de romper, unilateralmente, dois acordos com os
seus trabalhadores. Ao informar que vai pagar abaixo do Acordado as
horas extraordinárias, o trabalho em dia feriado e de descanso semanal
obrigatório, a Administração viola o Acordo de Empresa e os acordos assinados a
21 de Abril e 9 de Junho de 2011 entre os Sindicatos e as Administrações da CP e CP-Carga, depois de 6 meses de luta dos ferroviários exigindo o cumprimento do seu Acordo de Empresa.
É preciso apurar as verdadeiras causas
Acerca do acidente de ontem na linha de Cascais, o Sindicato espera que, mais uma vez, não se refugiem na já estafada justificação da falha humana e não se aprofunde, na realidade, todas as razões que originaram o acidente numa linha que é estruturante no sistema de mobilidade de pessoas na Área Metropolitana de Lisboa e que não tem acompanhado a modernização que foram efectuadas noutras linhas da rede geral, ao mesmo tempo que se assiste a uma degradação do material circulante, assim como se verifica uma redução de trabalhadores nas diversas estações da linha.
Porque a administração foge à resolução dos problemas, luta na CP-Carga continua
Os trabalhadores da CP-CARGA mantêm “pé- firme” na luta pelas suas revindicações, por melhores condições de trabalho e pelo cumprimento do Acordo de Empresa.
Tendo em conta, a análise e discussão feita, relativamente à greve em curso, os trabalhadores viram a necessidade da continuação da luta. Sendo assim o Sindicato retomou o Pré-Aviso de Greve nos seguintes termos:
Em defesa do serviço público e dos postos de trabalho
O governo continua a ter como objectivo central para o transporte fluvial entre as duas margens do Tejo, o cumprimento do PET (Plano Estratégico de Transportes), ou seja, a fusão entre a Soflusa e a Transtejo, solução que, pouco ou nada acrescentam em termos estratégicos, de desenvolvimento sustentado e de salvaguarda dos postos de trabalho. Sem o assumir, a lógica recente praticada ao nível da gestão, traduz essa ideia de forma clara.
REFER - Instalações sociais são destruídas em função de interesses imobiliários
Por ordem da REFER-Património (empresa do grupo REFER), foi fechado o refeitório na estação de Faro, sem que os trabalhadores tivessem, antecipadamente, qualquer informação sobre esta medida, acabando-se assim, naquela estação, com aquelas instalações sociais de apoio à actividade dos trabalhadores da empresa.
Continuar a luta em defesa da EMEF
A EMEF é uma empresa fundamental para garantir a qualidade, fiabilidade e segurança do material circulante e do transporte ferroviário em Portugal e, por isso, a sua manutenção no quadro da empresa pública de transporte ferroviário é imprescindível, para que não haja degradação deste modo de transporte.
Na EMEF pode faltar tudo, menos os automóveis novos

Na EMEF:
Não se cumprem os acordos;
Reduzem-se as remunerações;
Reduzem-se os trabalhadores da empresa;
Encerram-se oficinas com o argumento da crise;
Reduz-se o trabalho;
Entrega-se trabalho a outras empresas;
Retiram-se trabalhadores do comboio socorro;
Na EMEF faltam condições de trabalho; faltam peças e materiais para proceder às reparações, mas há uma coisa que não pode faltar:
Os automóveis novos para a estrutura dirigente da empresa.



